É um estagiário mesmo que você quer contratar?

Descubra quando vale a pena somar à equipe um estudante ou alguém mais experiente

Ocupar posições de estágio que demandam um desempenho semelhante ao de um profissional formado é a realidade de muitos universitários, mas esse cenário está longe do ideal. Para evitar um equívoco de contratação, Daniela sugere responder a quatro perguntas na hora de abrir uma vaga:

Qual a competência técnica exigida?

Se a ideia é contratar um estagiário, é preciso estar preparado para receber alguém que ainda está aprendendo. Em bom português, isso significa que ele vai precisar de auxílio para pegar, aos poucos, o cotidiano e as exigências do cargo – o que é muito positivo para empresas com propostas disruptivas. Já se a necessidade é a de um profissional com mais experiência ou que vá ocupar um cargo com muitas responsabilidades, é o caso de partir para um funcionário de perfil mais sênior.

É uma vaga de alta rotatividade?

Uma taxa de turnover elevada custa caro no caso de profissionais plenos, mas não para estagiários. Ou seja, se a vaga não demanda uma mesma pessoa por um longo período de tempo, contratar um estudante pode ser uma boa pedida. “Isso não significa que um estagiário não possa crescer e fazer carreira dentro de uma empresa, mas de uma maneira geral essa não é a tendência desse modelo de contração”, diz a CEO do Estagiários Online.

Qual a carga horária necessária para desempenhar as funções?

Um contrato de estágio pode prever 20 ou 30 horas semanais de trabalho. Quando a quantidade de tarefas estipulada pode ser desempenhada dentro dessa carga horária, este é um bom contexto para a contratação de um universitário. Além disso, estágios naturalmente requerem maior flexibilidade para que a agenda de estudos não seja prejudicada.

Qual o orçamento da vaga?

O grande descompasso na contratação de um estagiário ocorre quando as respostas anteriores indicam a necessidade de um profissional sênior para o cargo, mas o orçamento da companhia permite pagar apenas uma bolsa-auxílio. “Infelizmente, mesmo que a conta feche, o prejuízo da dinâmica de trabalho será grande, tanto para o funcionário quanto para a empresa”, afirma a CEO. Nesse caso, vale reavaliar o budget disponível ou reorganizar a equipe para que o estagiário desempenhe, de fato, funções de um estagiário.

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